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Agência Estado

 

Mineradoras de carvão devem ser as próximas a cortar produção

São Paulo - 12 de Novembro de 2008

Agência EstadoPrimeiro, foram as siderúrgicas que começaram a cortar sua produção, por causa da queda da demanda do setor de construção em meio à crise de crédito e à desaceleração econômica. Depois, vieram as produtoras de minério de ferro. Agora, são as mineradoras de carvão de coque que provavelmente irão se juntar ao grupo. "Não é possível haver cortes significativos da produção de aço, como estamos vendo pelo menos no curto prazo, e não esperar nenhum impacto no mercado de carvão de coque", disse o diretor-executivo da consultoria australiana do setor de minérios AME, Michael Dixon.

A mineradora australiana MacArthur Coal disse hoje que espera uma redução da demanda durante os próximos dois ou três meses, e pode estudar um corte de produção, embora não tenha visto muita evidência de queda de demanda até agora. As mineradoras australianas de carvão de coque de alta qualidade têm alguma proteção da desacelaração geral da demanda por commodity por causa da oferta apertada, que por sua vez se deve em parte a gargalos de infra-estrutura que dificultam o transporte do carvão aos portos e daí para a Ásia. "Ainda há filas de navios nos portos", disse o analista de carvão da corretora Patersons em Sydney, Andrew Harrington.

De acordo com o UBS, outras mineradoras em risco incluem Felix Resources, Gloucester Coal, Whitehaven Coal, Coal & Allied Industries, que é controlada pela Rio Tinto, e Centennial Coal. A maior produtora de carvão de coque da Austrália é a BHP Billiton Mitsubishi Alliance (BMA), uma joint venture da BHP e Mitsubishi. No ano passado, os preços contratuais do carvão de coque foram estabelecidos em um nível recorde de US$ 325 por tonelada, impulsionados por enchentes na província de Queensland que prejudicaram operações. A AME prevê que os preços para o próximo ano irão ficar em torno de US$ 200 a tonelada; o UBS acredita em US$ 180 por tonelada.

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